sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

' Sujos de Pureza - O portal - Capítulo 1: O início de tudo - Parte 1.

 ' Hey, Gabz here. Ultimamente tenho estado meio ausente, foi por causa das correrias com o lançamento do livro. Sinto muito.
 ' Já faz um tempo que pretendo colocar partes dos capítulos do meu livro. Elas serão separadas em 4 partes e eu conto com vocês para postar as continuações.
 ' A Sinopse pode ser conferida logo abaixo, assim como mais informações da minha primeira obra. Primeira parte logo ali, espero que gostem.




 O Portal.
Capítulo 1: o Início de tudo.

 Olhos vermelhos, dentes sedentos de sangue, alma negra, pensamentos devoradores, rosto selvagem e soltando ruídos pavorosos sem pausa, mais uma vez, Damon invadia os sonhos de Leonardo. No sonho, o jovem estava preso dentro de uma casa cheia de salas escuras, fétidas e assombradas. Vagando por um corredor com o papel de parede sem cor, detonado e corroído, sentiu um bafo quente lhe tocar a nuca, a luz começou a falhar e seus olhos lacrimejaram. Quando olhou para a última porta, no fim do corredor, viu uma figura estranha, alta, magra, com a cabeça cheia de chifres e com vários braços e garras que certamente machucariam até sua alma. Palavras seguidas de rugidos demoníacos foram ditas para ferir, bem perto de seus ouvidos:
 - Seu pai. Sua mãe. Eu os matei. Agora só falta você.
  Gargalhadas ecoaram pelo local, ele sentiu um líquido denso jorrar pela boca até transbordar alcançando o queixo, verificou o que era com a ponta dos dedos da mão esquerda e era sangue, seu coração estava sendo rasgado e suas entranhas queimadas, lenta e dolorosamente. Caiu de joelhos sem vida.
 - Dass der Licht erleuchten bösen!
 O grito desesperado em alemão fez aquela manhã de sexta-feira começar bruscamente. Pablo Leonardo da Vince, com olheiras fundas e olhos negros, se sentou ofegante. Sentiu o ar frio percorrer por seu corpo quente, deslizou pela cama, colocou os pés no chão, respirou fundo, tomou coragem e foi para o banheiro. Seus pés descalços caminharam por uma pequena cozinha e chegaram ao banheiro com piso branco. Passou os dedos trêmulos e pálidos pelos cabelos cheios e levemente desalinhados até os ombros, colocou os alargadores pretos de 10 mm, escovou os dentes, lavou o rosto e voltou para o quarto. Notou algo de diferente em seu reflexo no espelho do criado-mudo ao lado do guarda-roupa minúsculo, então se aproximou para encarar as diferenças. Abriu bem os olhos, notou as pupilas exageradamente dilatadas e em volta somente um filete verde que parecia mais claro e brilhante do que nunca, quase passando pra azul. Piscou três vezes e quando voltou a se examinar tinha voltado ao normal. Tirou o pijama listrado, escolheu uma blusa de mangas longas, optou por usar uma bermuda verde e azul e calçou seu único par de tênis surrado. Apanhou seus óculos de alto grau, foi em direção à geladeira, abriu, tomou um gole de café gelado, fez uma careta e procurou o aparelho de remédio para asma na última gaveta do armário acima do compartimento das colheres, facas e garfos.
 - Droga.
 Tinha acabado. Atravessou por várias roupas jogadas no chão, pegou a chave na escrivaninha, saiu, fechou a porta, desceu as escadas do prédio e apressou os passos até a farmácia, o frio de agosto lhe prejudicava cada vez mais.
 Quando estava perto de uma praça, escutou o que parecia um acidente catastrófico, daqueles com pessoas gritando e pneus derrapando. Virou-se pensando em tirar algumas moedas do bolso para usar o orelhão logo ao lado e ligar para emergência, mas se deparou com um transito calmo, sossegado, sem engarrafamentos ou carros detonados. Viu casais de mãos dadas, trabalhadores ocupados, engravatados apressados e... Sua mãe. Aurora, com um vestido de seda, cabelos loiros, rosto aparentemente preocupado e aparência jovial, estava de pé do outro lado da rua, mas como isso seria possível? Ela tinha sido desintegrada anos atrás juntamente ao seu esposo, por Damon. (...)




 ' Continua?

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